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Cadeira 17 – Marcelo J. Fernandes

Cadeira 17 – Marcelo J. Fernandes | Patrono: D. Pedro II

Biografia: 

Marcelo J.  Fernandes, 51 anos (4/2/63), carioca, professor há 26 anos, Doutor e Mestre em Letras Vernáculas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Pós-Graduado em Administração Escolar. É Diretor-Geral concursado do CE D. Pedro II; foi reitor do Colégio de Aplicação, coordenador da Pós-Graduação e Professor de Comunicação e Expressão e de Português Jurídico da Universidade Católica de Petrópolis, entre 2000 e 2012. Na mesma cidade, foi coordenador pedagógico e co-responsável pela implantação do Ensino Médio do Colégio Ipiranga, do Colégio CEDI e sócio-diretor do Colégio Santa Teresa D’Ávila. Anteriormente, lecionou em vários colégios tradicionais do Rio, como Andrews, A. Liessin, Escola Parque e QI. Atualmente, trabalha também como Avaliador Institucional do MEC para Instituições de Ensino Superior, é Elaborador e Revisor do Banco Nacional de Itens do DAEB – MEC/ Prova Brasil e docente na Prefeitura Municipal de Petrópolis. Atua também como Perito Técnico Linguístico, no Fórum do RJ,  desde agosto/93, é Revisor de Português Forense na Revista Nomos, da Associação Nacional dos Procuradores da República, em Brasília, é conselheiro editorial do jornal de cultura Poiésis desde 2001 e membro-titular da cadeira 17 da Academia Brasileira de Poesia desde novembro/2007 , com seis livros publicados, três no prelo e cerca de cem artigos publicados em periódicos. Trabalhou ainda como revisor, tradutor e como gerente do extinto Banco Nacional, nos anos 80. Músico de formação, estuda violão desde os dez anos de idade, com passagens pelo Instituto Villa-Lobos e pela Escola de Música da UFRJ.

Trabalhos:

Hermino

meu avô me fita,
estrábico,
de dentro da moldura:
elejo um de seus olhos
e me vejo, inteiro,
nele

não conheci esse avô;
como um cego nato,
tateio seus traços
retilíneos, em sépia,
no limite raso do retrato
na esperança de seus braços

meu avô é mais jovem que eu
e posa, com meu pai no colo,
como um São José
sem barba e de paletó

sou mais velho que ele
agora e ali, na foto,
novo, forte e perto de seu fim

embora tanto nos afaste,
nos amamos separados pelo vidro
e pela certeza, assim,
de que muito antes do nada,
ele andara tudo por mim.