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Cadeira 26 – Joeusa Fortuna Salles Santos

Cadeira 26 – Joeusa Fortuna Salles Santos | Patrono: José Karl

Biografia:

Nascida em Niterói-RJ, filha de: José de Queiroz Fortuna (Engenheiro Agrônomo) e Cyrene de Medeiros Corrêa Fortuna (Escrivã de Justiça), sendo a primeira de quatro filhos do casal.
Viveu até os 6 anos de idade, com seus pais, na casa de seus avós maternos, o Desembargador Aniceto de Medeiros Corrêa e D. Adélia Canogia de Medeiros Corrêa, ambos poetas fluminenses consagrados no início do século passado, casa essa onde se respirava poesia. Tanto assim que aos três anos meio fez sua primeira quadrinha, incentivada pelos avós. Daí em diante não parou mais. Cada visita que chegava pedia “um verso” e ela não se fazia de rogada. Continuo escrevendo no tempo de colégio faculdade.
Casando-se com um petropolitano, passou a residir em Petrópolis desde 1969.
Em Solteira, cursou a Faculdade de História da UFF. Depois de casada fez ainda faculdade de Pedagogia, com especialização e administração e Supervisão escolar.
Professora estadual, transferiu-se para o então CENIP, onde deu aulas por algum tempo e ajudou a montar a biblioteca do estabelecimento, bastante extensa. Por muitos anos trabalhou nessa biblioteca, orientando os alunos do colégio na escolha de livros e em suas pesquisas escolares. Por 17 anos teve como companheira de trabalho a atual colega de Academia Eunice Sá Fortes, solidificando-se entre as duas profunda amizade.
Em 1983 lançaram, conjuntamente, pela Editora Vozes, seu livro Presépio Vivo, dramatização e trocas sobre o Presépio de Natal, esgotada no mesmo ano, reeditada mais tarde pela Editora Santuário.
Em 1985 ingressou na hoje Academia Brasileira de Poesia, ocupando a Cadeira 26, patronímica de José Karl.
Em 1986 lançou seu livro de poesia “Conversa de Vida”, premiado como “Livro de Poesia do ano” com o Prêmio Carauta de Souza da Academia Petropolitana de Letras.
Atualmente está terminando um romance, recheado de poesia, contando a saga de sua família materna.
Casada com Gualter José Salles Santos, é mãe de Gualter José (o Gualtinho, piloto de Competições) e Daniela, sendo avó de quatro netos lindos.

Trabalhos:

MULHER CIGARRA

Como a cigarra
ela vive deslumbrada
embriagada pelo sol, pelo luar,
pelo azul, pelo verde, pelo mar,
pela flor, pelo fruto, pelo amor…
E canta o seu encanto,
e dança o balé do tempo,
e se entrega inteira,
conquistada pela vida…
Mas, quanto mais vive,
mais teme o desencanto
e só quer viver o que lhe parece belo,
só que dançar os acordes mais bonitos,
e canta, canta sem parar,
cada vez mais alto e mais forte,
temerosa de ouvir outros sons,
que não quer ouvir…
E canta, canta e canta
o seu encanto já desencantado,
sem tempo de tomar fôlego e de respirar…
E canta e recanta, mulher cigarra,
até que se peito estoure
e sua música se misture ao vento…