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Francisco Quixaba

Biografia:

Filho de Luiz Quixaba da Silva e Salvina Maria da Conceição, natural de Currais Novos, Rio Grande do Norte, em 28 de março de 1924, mudou para o Município de Araruna, Estado da Paraíba.Em 1947 veio para o Rio de Janeiro. Em 1952 foi nomeado agente fiscal da Prefeitura de Duque de Caxias, RJ. Em 1973, bacharelou-se em Direito pela Faculdade de Valença, RJ. É titular da cadeira 45, da Academia Internacional de Letras do Rio de Janeiro, cujo patrono é Humberto de Campos, e da Academia Duquecaxiense de Letras, onde ocupa a cadeira 32, patroneada por Casimiro de Abreu. Professor de Direito Administrativo e Direito Tributário. É Cidadão Honorário de Duque de Caxias e Cidadão Honorário da cidade do Rio de Janeiro.
Editou Vida com Atalhos, biografia – Kagel Editora, RJ – 1999
Introdução ao Direito do Trabalho – Ed Forense, RJ – 1987 –
Introdução ao Direito Administrativo – Ed Forense – RJ –1987
Momentos Poéticos – RJ – m1997
A Conquista da Mulher na Sociedade – RJ – 2002
Antologia e Comentários sobre as Academias de Letras no Brasil – RJ – 2002.

Poesia é Alma – poesia – RJ – 2001

Trabalhos:

CIÚME

Dentro da noite, solto meu grito
Lembrando a minha juventude
A saudade que ainda hoje suplico
Denunciando a minha inquietude.

Envolto no presente, busco o passado
De amor no peito, com toda plenitude
Como o peixe fora d’água, ao mar lançado
Me afogando no amor e na virtude…

Trago comigo a centelha do desejo
Da mulher amada, minha paixão
Por teu olhar, dar-te-ia um beijo
Pra sufocar a min há solidão.

Sem isto, desfaleço sem perdão…
Porém, no final do sonho que desejo
FO meu coração cheio de ilusão…
Triste, sozinho, aos teus pés despejo.

Desejei, sim, não poderei negar
Que naquela tarde de esplendor
Senti vontade de te arrebatar…
De outros braços, meu grande amor.

MEU RIO CURIMATAÚ

Meu rio, meu soberano
De águas tão com turbadas
Desce de vez enquanto
Açoitando a madrugada.

Era água com certeza
Que corria no seu leito
Trazendo a mãe natureza
E o carinho do seu jeito.

Muita vida destruía…
Outras vidas alimentava
Logo ao romper do dia…
À sua margem eu fica…

Olhando aquele grande mar
Tão raro para os meus olhos
Sem, contudo, poder comparar
A turbulência dos abrolhos.

Diante de tanta violência
O meu coração palpitava…
Na minha santa inocência
Vendo a água que passava.

Era o Rio Curimataú
Que dava o seu passeio
Trazia o sapo cururu…
No leito do seu seio.

A FONTE DOS MEUS SONHOS

Eu jamais senti saudade
Do brinquedo de criança
Nem da minha mocidade
Dela só tenho lembrança…

Digo com sinceridade
Nunca tive maré mansa
Alcancei maioridade
Sem conhecer a bonança…

Cachoeira, é igual àquela
Cidade tranqüila e bela
Onde o céu cheio de cores.

Meu coração palpitava
Sem saber onde ficava
A fonte dos meus amores…