História

Quatro poetas de Petrópolis, na tarde de 15 de agosto de 1983, encontraram-se em uma reunião, dispostos a um feito inédito, a fundação da primeira academia de poesia do Brasil. Algumas conversas preliminares já haviam ocorrido e eles entenderam que o momento era aquele. Afinal, Petrópolis sempre fora uma cidade de poetas e de muita poesia, de natureza bela e rica em flores de muitos matizes. Sua história maravilhosa assinalava que a poesia elegera a natureza petropolitana sua musa inspiradora. Assim, muitos poetas fixaram residência na “Cidade das Hortênsias”, alguns de forma fixa a outros cumprindo a estadia sazonal dos verões. Alguns exemplos: a poetisa Prêmio Nobel de Literatura Gabriela Mistral, a poetisa norte-americana Elisabeth Bishop, o poeta e pensador Alceu de Amoroso Lima, os notáveis Manuel Bandeira, Fagundes Varella, Alberto de Oliveira, Gonçalves Dias, Carlos Cavaco, Carauta de Souza, Mariná do Brasil, Osório Duque-Estrada, Paulo Gomide, D. Pedro II (sim, ele mesmo, o Imperador!), Murillo Fontes, Décio Duarte Ennes, Farid Felix, Hildegardo Silva, Joaquim Gomes dos Santos I e II, Silvio Júlio, Xavier Pinheiro, Maria Eugênia Celso, Petrarca Maranhão, Carolina Azevedo, Osmar de Guedes Vaz, Olavo Dantas, Manoel Bragança Santos e tantos outros e os notáveis petropolitanos natos: Raul de Leoni, Cardoso Fontes, Mário Fonseca, Salomão Jorge, Mário Rossi, Aládia Anacleto, Anadir Bretas Bastos, Carlos Maul, Reynaldo Chaves, Luiz Gonzaga Cavalcanti Filho e…

A reunião preliminar ocorreu na sala dos advogados, no prédio do Fórum de Petrópolis, na Rua do Imperador, a partir das 16h30min. A ela compareceram os quatro idealizadores Paulo César dos Santos, André Heidemann, Fernando de Souza da Costa e Joaquim Eloy Duarte dos Santos. Decidiu-se pelo modelo francês, com 40 cadeiras com patronos fixos, estes escolhidos entre as maiores expressões da poesia em Petrópolis, a saber: cadeiras nº 1 – Adib Antoun. 2 – Alberto de Oliveira; 3 – Álvaro de Moraes; 4 – Álvaro Machado; 5 – Anadir do Nascimento Silva; 6 – Anthero Palma; 7 – Anuar Jorge; 8 – Aristides Werneck; 9 – Arthur Barbosa; 10 – Arthur de Sá Earp Filho; 11 – Francisco Carauta de Souza; 12 – Carlos Cavaco; 13 – Carlos Maul; 14 – Carolina Azevedo de Castro; 15 – César Borralho. 16 – Décio Duarte Ennes; 17 – D. Pedro II; 18 – Ernesto Paixão; 19 – Ernesto Thornaghi; 20 – Eugênio Libonatti; 21 – Henrique Mercaldo; 22 – Henrique Paixão Júnior; 23 – Hildegardo di Giorgi Silva; 24 – Joaquim Heleodoro Gomes dos Santos; 25 – João Roberto d´Escragnolle; 26 – José Karl Scheller; 27 – José Maria Gomes Ribeiro; 28 – Leôncio Corrêa; 29 – Luciano Gualberto; 30 – Mário Rossi; 31 – Murilo Cabral Silva; 32 – Nair de Teffé Hermes da Fonseca; 33 – Nestor Pimentel; 34 – Paulo Gomide; 35 – Raul de Leoni Ramos; 36 – Reynaldo Antônio da Silva Chaves; 37 – Joaquim da Silva Maia Júnior; 38 – Soleyman Antoun; 39 – Vicente Amorim; e 40 – Victorino Sêmola. À denominação de Academia Petropolitana de Poesia foi acrescido o nome do poeta petropolitano Raul de Leoni, por proposta do poeta Joaquim Eloy Duarte dos Santos, como homenagem maior ao grande vulto da Literatura Brasileira. Determinou –se a expedição de cartas-convites aos poetas de Petrópolis convidando-os à adesão ao sodalício e marcada nova reunião para o dia 26 de setembro de 1983, na sede do Clube de Diretores Lojistas de Petrópolis.

No dia e local designado, iniciou-se às 20 horas a reunião preparatória de fundação da Academia. A adesão foi expressiva, escolhendo 36 poetas as cadeiras que iriam ocupar, a saber: 1 – Antônio Virgínio de Moraes; 2 – André Heidemann; 3 – Paulo Sérgio Maldonado; 4 – Arnaldo Rippel Barbosa; 5 – Yonne de Sá Motta; 6 – Marcelo Bulgarelli; 7 – Paulo Jorge Brand; 8 – Fernando Augusto Magno; 9 – Carlos Guilherme Montfort; 10 – José Luiz Urçula; 11 – Carmen Felicetti; 12 – Walter Salim Farah; 13 – Hebe Machado Brasil; 14 – Roberto Francisco; 15 – Roberto Penteado Camargo; 16 – Elias Alves de Carvalho; 17 – Jorge Vieira Dias; 18 – Marylena Salazar; 19 – João Christiano Maldonado; 21 – Mário Fonseca; 24 – Joaquim Eloy Duarte dos Santos; 25 – Flávia Saavedra Serpa; 27 – César Olympio Ribeiro de Magalhães; 28 – Paulo Sérgio Boarin; 29 – Célio Barbosa; 30 – Eliá de Oliveira Curioni; 31 – Ilka Dias Canellas; 32 – Paulo César dos Santos; 33 – Octávio Goulart Rosa; 34 – Oceano Menezes; 35 – Fernando Cotta Portella Filho; 36 – Wolney Aguiar; 37 – Ney Martins da Rocha; 38 – Eva Regina Villas Boas; 39 – Denísio Baden; e 40 – Fernando de Souza da Costa. Não foram preenchidas as cadeira 20, 22, 23 e 26. Determinados ao 40 patronos e a ocupação das 36 primeiras cadeiras, os participantes da reunião determinaram a data de 15 de agosto para marcar a fundação da Academia, elegendo uma Diretoria provisória de instalação, composta dos poetas: Presidente: Paulo César dos Santos; Vice-Presidente: André Heidemann; Secretário: Fernando de Souza da Costa; Tesoureiro: Joaquim Eloy Duarte dos Santos e Propaganda e Relações Públicas: Hebe Machado Brasil.

A sede administrativa provisória da Academia foi instada na sala de advocacia nº 313, do Acadêmico Fernando de Souza da Costa, Edifício Cinda, Rua Alencar Lima nº 35.
Ficou marcada a data de 21 de novembro para a festividade de instalação.

Nos primeiros dias do mês de novembro, os acadêmicos, autoridades constituídas, familiares e pessoas amigas receberam o seguinte convite:
“Com satisfação convidamos V. Exa. E Exma Família para a festividade de instalação da Academia Petropolitana de Poesia Raul de Leoni, no próximo dia 21 de novembro de 1983, às 20 horas, no auditório do Museu Imperial.

Antecipadamente agradecemos a honrosa presença.

A Diretoria”
A 29 de novembro a Academia foi instalada, às 20 horas, no auditório do Museu Imperial de Petrópolis, com uma noite de poesia.
O final do ano de 1983 encontrou os acadêmicos da novel Academia reunidos em festa de confraternização natalina, no Restaurante Cidinho´s, com música a cargo do acadêmico Célio Barbosa.