Conceição Bentes

Sócia Correspondente 1124
Natal – RN – Brasil

Biografia:

Poeta e bióloga
E-mail: cbentes45@yahoo.com.br
Escolaridade
Ensino Fundamental
Colégio Gentil Bittencourt
Belém – PA
Ensino Médio
Colégio Gentil Bittencourt
Belem – PA
Colégio Atheneu Norteriograndense
Natal-RN
Ensino Superior
Universidade Potiguar – UnP
Curso: Ciências Biológicas
Período: Fevereiro/1999 a Julho/2002
Natal/RN.

2.4. Pós Graduação
Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN
Mestrado em Engenharia Sanitária e Saneamento Ambiental
Período: julho/ 2003 a junho/2006
3. Atividades Complementares
Participou do SIMPOSIO NORTE E NORDESTE DE REPRODUÇÃO, do no período de 09 a 11 de maio de 2002, em Natal/RN
Participou do FÓRUM DE DEBATES SOBRE CLONAGEM HUMANA, na FIERN, realizado no dia 26/04/2002, Natal – RN
Participou do Curso de Identificação e Caracterização Reprodutiva de Organismos Marinhos, promovido pela Universidade Potiguar, nos período de 27 de abril a 27 de maio de 2001
Participou do I Encontro do Ministério Publico da Advocacia e da Magistratura em Prol do Meio Ambiente, promovido pelo Ministério Publico do Estado do Rio Grande do Norte, realizado no dia 3 de junho de 2002l/RN
Participou do Mini-Curso: Aplicação da Biologia Molecular nos dias 21 e 22 de setembro de 2000, por ocasião da II Semana de Ciências Farmacêuticas da Universidade Potiguar –UnP, Natal/RN
Palestrante convidada pelo Colégio Contemporâneo na II Semana Contemporâneo de Meio Ambiente no d junho de 2004
4 . Atividades Profissionais
Trabalha no Laboratório da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte – EMPARN, como Pesquisadora “A”, desde 01/01/1987 até os dias atuais
Lecionou no Núcleo Integrado de Educação Ltda, Natal/RN, no período de 04/02/2004 a 19/08/2004

Trabalhos:

Inércia

Preciso abrir as janelas
deixar o vento entrar
em meu tempo,
respirar do céu
luzes de um ocaso
que chega sem avisar.

Guiar-me pelas estrelas
soltar as amarras
buscar tranqüilidade,
levar comigo apenas
por bagagem lembranças
de um tempo
que se foi com a brisa.

Canto agora o silêncio,
retinas cerradas
o tempo com seus ponteiros
tortos,
anuncia a tua companhia
no pensamento que me fala.

Superação

Espero-te além de toda lida
além de toda espera.

Estamos longe
por determinação do tempo,
raízes te anunciam,
solidões te festejam.

Batidas nos vidros fechados
nas portas da memória,
é dor trazida pelo frio,
recomeço.

Vivo minha hora
pelo vazio que me toma
ou do fim que fui
secretamente um dia

Buscas

Quero ser livre
tomar as mãos do destino
ganhar o mundo com os pés soltos,
vazios e ficar só
nesta multidão de solitários

Sou um ente em liberdade
que ocupa espaços, conta sonhos
e se encanta na imperfeição do que sou,
na ação de cada ser que me cerca
sem explicações.

Crepúsculo

Mergulho no teu olhar sem horizontes
absorvendo a malicia
que me apaixona

Mesmo não sendo mais que um sonho,
tua voz me empresta forças
me desenha
timbres de sorrisos falsos

E teu amor me chega como o sol
no maior de todos os ocasos
raiando minguante nas luas vermelhas
enchendo minhas veias
com a eletricidade de tua presença.

Solilóquio

Me completo na ausência de tudo
amo a solidão
o nada ter
o nada haver

Sou a metade na falta de tudo
amo a duvida que sucede
o meu porquê

Em outra parte sou a verdade;
na ausência do nada
amo a face que me deixa parecer
no espelho o meu semblante,
que nada vê

Instantes Vividos

Rasgo pedaços do céu em vôos
volto á realidade num gosto vazio
percorrendo mundos de inverdades

Verticalizo sob escadas diáfanas
meu corpo como hastes de roseiras
vestido com a textura do vento
iluminado pela lanterna do mundo

Caminho no espaço
com a leveza dos pássaros
atraindo olhares
que se perdem no tempo
Sou eu assim, nascendo de mim
morrendo um pouco.

A arte de viver

Sou aprendiz, cujos pensamentos
tocam minha alma com sonhos incertos
e idéias e metas

Tenho luz dentro
iluminando minha estrada
com o coração perdido
sei saber o que sentir

Guardo segredos
obscuros medos
que atiro ao vento
fazendo de minha emoção
a mais bela canção

Oceano da vida

Sou o que ficou do instante que passa
o tempo repassa
espalhando minha areia

Navego em barcos perdidos
no meio do nada
águas perdem o sentido,
estrelas seguem suas órbitas

Na imensidão do mar obscuro
sou indiferente, cega
um ponto azul, final
à procura de um porto
para ancorar minha vida

Caminhos da alma

Navegaste pelas estrelas
e nadaste nas águas plenas
dos meus sonhos,
vestido com velas brancas
em fantasias que concebidas

Bebi da tua pureza
enquanto ouvia teu riso explodir
nas paredes adormecidas dos teus passos
que se perderam no tempo

Desejei que naufragasses em mim
como um perdido feliz
a espera de uma chegada

Não sei de onde vens
nem como te sinto…
Só a dor é orquestrada
nos tropeços da minha alma.

Rimas de mim

Dentro de mim moram rimas
nascidas nos lençóis da aurora,
de arquitetura delicada
como hastes de uma roseira

Possuem a cor da neve,
irreais, difusas, irreveláveis,
antigas e rejuvenescidas,
cheirando a mata virgem
povoadas de sonhos adormecidos

Não são rimas derradeiras,
não se apagam lentas feito velas,
mas ressuscitam meus ocasos.