Edson Rufo

Sócio Correspondente 1121
São Paulo – SP – Brasil

Biografia:

Edson Rufo, brasileiro, Paulista, nascido em 24 de junho.
Escritor, poeta, roteirista, diretor, autor teatral, colunista.
Escreve para vários jornais, revistas e matérias Internacionais e é autor de Haicai.
Já publicou os livros:
“Fragmentos”; “Pedaços”; “Um Grito de Solidão”; “Pior que eu Gosto”; “Tinhão o rato Sonhador” (infantil) e “Livrai-nos de todo mal”.
É terapeuta e trabalha com o equilíbrio do corpo e da mente.
Condecorado com o Título:
“Comendador Colar Gran Cruz Mérito da Medicina”.
Medalha Colaborador 2007 Aurélio Miguel – Câmara dos Deputados.
Atua como consultor de Feng Shui e presta serviços de harmonização de ambientes para empresas e residências.
Ministra Palestras em todo Brasil visando a qualidade de vida, temas como “Detalhes que fazem diferença” e “Na verdade voce pode tudo.”
Anualmente administra Campanha para ajudar familias carentes.
Foi homenado no livro Berço do Haicai Kiologia e Antologia – Edição Internacional da Imigração Japonesa em 1996
Sua Frase:
” Somente o tempo diz, que confiança é vidro, que ganância é pedra, que desprezo é arrependimento, que ilusão é tombo, que mentira é espelho.”
Conheça o escritor em seu Blog:

http://escritorpoeta.blogspot.com/

Trabalhos:

Amigo

Caro amigo,
São poucas as conclusões que tiro desta vida
Uns morrem com tão pouco
Outros com menos nada

Eu lutei a vida toda
Fiz seresta, fiz festa
Mas no fim desta jornada não fizeram nada por mim

Deixei a madrugada
Deixei o bem-te-vi
Deixei triste a seresta
Deixei tudo de mim
Deixei a canção, o poema, são vários os que fiz

A única coisa, foi
Que não fiz nada por mim.

do livro: “Um grito de solidão”
Edson Rufo

Asas de um pássaro

Caminho só, pois só o que resta
É um céu límpido de esperança
Um cantar alegre que virou melancolia
Um olhar aberto que se fechou para a vida
Uma liberdade intensa sem caminhos
Que nem pensas
Hoje te digo Adeus
Pois o que foi meu ficou para Deus
Amor.

do livro: “Fragmentos”
Edson Rufo

É tempo

É tempo de dizer adeus aos males que causamos a nós mesmos.
É tempo de abrir os braços e dar oportunidade àqueles
que sem quere afastamos de nós.

É tempo de sorrir e de enxugar aquela lágrima que por
motivo de ingratidão machucou nossos corações.
É tempo de viver e para de pensar naqueles sonhos
que foram tão planejados.

É tempo de pôr convicção em nossos objetivos e reativá-los
com vitalidade máxima que temos.
É tempo de dar tempo ao tempo, para que possamos nos
conscientizar de que a vida viva é mais vida.

Devemos nos olhar nos espelho e dizer que este dia
vai ser o mais feliz.
É tempo de dizer de braços abertos sorrindo e com
convicção que é tempo.

É tempo ainda de dizer-te que a sua amizade é muito importante e fundamental ao principio do meu novo tempo.
E de um novo dia…

do livro: “Um grito de solidão”
Edson Rufo

Já tentou

Você já tentou fazer versos para
Amores amados
Você já tentou sobreviver afogado
Você já tentou tentar algumas coisas

Eu já tentei sobreviver, sim, amados
Amores
Já tentei, mas fui tentado.

do livro: “Um grito de solidão”
Edson Rufo

Somente por mim

Por suas formosuras
Por ser estrela
E por me amar
Digo somente
Te amo

Por sua postura
Por somente gostar de mim
Digo que te quero

Por sua individualidade
E por sua discrição
Digo somente
Olá

Mentiras

Talvez eu morra dizendo que não roubei nada
Mas seria mentira minha
Porque eu roubei em outros dias a vontade de alguém
Roubei sonhos e pensamentos
Meras coincidências em um acaso
Eu roubei teu abraço
Roubei o vento que guiava estrelas
Roubei os dias de brincadeiras
Roubei asneiras
Dia a dia eu roubei teus passos
Roubei de ti um infinito
E mesmo que eu morresse agora estaria roubando de ti
O sonho que fizeste pra mim.

9º Lugar no Concurso de Poesias da Telesp
Do livro: “Pedaços”
Edson Rufo

Ainda caminho só
E sinto-me ainda incompleto com todas
As formas de amar
Ainda, porque existo para propor
Sentimentos antigos.
E comportar-me diante da tua voz,
Sentir-te ainda distante como jamais te senti
Ainda caminho a procura dos teus olhos
E da tua voz
Ainda caminho a minha procura
Porque ainda não te encontrei

Diário Popular – SP – Julho – 1983
do livro: “Um grito de solidão”
Edson Rufo

Engenho

Tudo que a vida tem
Engenho não falta
Quero
Não posso viver
O que quero dizer
Não digo o viver
Viver é dizer o que quero
Sonhar.

“A Nave – 1976”
Brasília – DF
do livro: “Um grito de solidão”
Edson Rufo

Filho

Filho meu, escute
São os seus dias, seus olhos e sua voz
Filho meu, entenda
São vidas, são vidas, são esquemas
Filho meu, compreenda
Quando o vento sopra
Quando o sol desponta
Filho meu, esqueça
Filho meu, se lembre
Dos dias das horas e agora não lembre
Então, filho meu
Caminho sozinho ao encontro seu.

do livro: “Um grito de solidão”
Edson Rufo

Foste teu fim

Fumaça, Fumando, fumeiro, fumei…
Foi foste de mim o que não sei.
Farei de mim o foste de tu.
Não fumaça de um fumo que fez nosso fim.
Traguei seu cigarro.
Pobre mim.
Fumando a fumaça do fumo sem fim.
Destino ingrato fizeste de mim.
Por esta fumaça de um fumo incerto.
Certo do fim.

Edson Rufo
Escritor – Colunista – Terapeuta
terapeuta@terra.com.br

Premio Concurso Raimundo Corrêa /R.J.
1983- Rio de Janeiro

Fragmentos

É a beleza interior que te cobre
É a pureza que nos envolve
É a existência que nos realiza
A virtude que obtemos
A tristeza que escondemos
Verdade que enfrentamos
É a beleza que nos agita
Que nos condena e perdoa
Que nos leva ao paraíso
E que não nos deixa realizar
Aquela coisa eterna de si amar.

do livro: “Fragmentos”
Edson Rufo

Terra do homem

Onde foi o imprevisível
Homem feio que chegou
Foi pro campo lá na terra
Ver o mundo se afastar
Terra bate coração
Bate a ponta do esporão
Bate pino, bate ponta
Bate a ponta desta faca
Na ponta do coração

Onde foi desprezível
Homem lindo que chegou
Foi pro centro da cidade
Novo mundo começou
Pinga d’água, pinga forte
Pinga forte, derrubou
Pinga terra, pinga chão
Pinga a porta do caixão
Bate a ponta desta faca
Na ponta do coração

do livro: “Fragmentos”
Edson Rufo