Elischa Dewes

Sócia Correspondente 1094
Mangaratiba – RJ – Brasil

Biografia:

Gaúcha, radicada na Costa Verde, Rio de Janeiro desde 1998.
Professora de Raja Yoga – Meditação e relaxamento. Pintora e escultora.
Escritora de vários livros em reedição este ano, dois em trovas: “O Gato Ludovico” história da convivência de sua família com imenso número de animais doméstico e exóticos, que os acompanharam durante a vida.

” Ah! Mangaratiba!” Livro contando as belezas e costumes do lugar que escolheu pra viver e que lhe rendeu o título de cidadã Mangaratibense e várias moções honrosas .
” Histórias de Mãe Joana”, livro sobre histórias que sua mãe e antigos familiares contavam, usado em salas de leitura por escolas no RJ.
Outros de poesia, contos de ficção científica e fantasia, pra serem editados este ano.
Tem trabalhos em vários tipos de poesia e fotos de seus quadros em óleo sobre tela no Site do Escritor, no Recanto das Letras. http://www.elischadewes.prosaeverso.net
E é membro da Academia Mangaratibense De Letras e Artes do Rio de Janeiro, cadeira número 15, com patronímica do Maestro Antônio Carlos Jobim.

Trabalhos

Amor inesquecível

Desejo uma indelével, santa fúria,
Total sofreguidão no teu olhar!
Olhar assaz ardente, sem lamúria,
De encontro ao meu na glória deste amar.

Que venhas livre e solto, com luxúria,
Levando-me às alturas… à voar!
Sem beijos calmos, tristes, qual penúria…
Sedento, qual um náufrago no mar!

Paixão é o que reservo aos nossos dias,
Intensa, qual beirando mente insana!
Teu ar junto do meu, sabor incrível!

Te quero em ansiedades e alegrias,
No ritual da deusa mais profana,
Amando-te de forma inesquecível!

Assim é, amar-te…

Gaivotas revoando sobre o mar…
Assim é… AMAR-TE…
Aroma adocicado de campo em flor,
Assim é… amar-te…
Fluir, sonhar contigo, orvalhar…
Assim é…AMAR-TE…
Sentir o ideal do amor, amor…
Assim é… Amar-te…
Soltar-me suavemente, flutuar,
Assim é… AMAR-TE…
Ternura, beijo embriagador,
Assim é… amar-te
E em teu néctar me deixo navegar,
Porque assim é, AMOR,
AMAR-TE…!!!

Elïscha Dewes

Amor infinito

Por tua felicidade…
Mundo novo eu criaria…
Só de paz … ele seria!

Teu meigo olhar, cuidaria
Que sorrisse
O tempo inteiro…

És pra mim
O amor maior…!
Alma que já sei de cor…

És a vida, o infinito!
O primordial…
O bonito…

A pureza… a paixão…!!
A falta…
A decisão…!

E te amo… e te amo!
E nem sei sem ti
Sentir…

E… és na vida
Meu tormento…
Pois que és meu pensamento…

És amor… amor,
É s a luz que me ilumina,
Meu norte… minha sina!

E te desejo…
Oh! como te desejo..!!!
Amor… meu-teu beijo…!

Elïscha Dewes

Liberta-me

Liberta-me
Desse me querer tanto!
Sonhas e tropeças
Em minha lembrança…

Sou a névoa que paira
Ora alegre ora triste
Entre ti e o mundo…

Em tudo me vês
E em tudo estou
Jardins, bares, mar…

Ah! o mar… no mar,
Ali sou mais forte!
Teu mar sou EU!

No mar me almejas..
Me sonhas…
Enlouquecido, me desejas…

Agora, liberta-me
Desta tua loucura!
Mas… o faça lentamente…

Oh, sim…leve muito tempo…
Tempo esse que preciso
Pra viver…

… ser feliz porque
Até nisso somos iguais
Loucos idênticos!

Liberta-me…
Assim… bem assim…
Soluçando e sangrando

… me querendo
E me punindo…
E me querendo!

Liberta-me… em cada
Pensamento teu…
Me veja na chuva

…como te vejo
Nas nuvens que passam
E não param…

Como me sentes
Em cada poema
Que lês e que escreves

… que escrevo, que leio…
Em tudo tu estás!
Liberta-me…

Somos poetas…
E de tanto fingir o amor
Por ele enlouquecemos…

Elïscha Dewes

Cartas de amor

E, queres saber o que meus olhos viram?

Em frente a varanda
vi dois arco-iris sobre a montanha…
No céu, o mais belo tom de cinza!
E vi passarinhos amarelos, cantando
na pitangueira e beliscando seus frutos
rubros e adocicados…
O mar, a meia duzia de metros ,
falando mansinho com as pedras da encosta…
Abri os braços para a paisagem e a vida…!
Emoldurado pelas núvens, senti teu rosto,
teu sorriso e teu carinho…
Minha pele inteira te arrepiou em êxtase…

Eis o que não pudestes ver…
Lindo demais, hã?

Te amo apaixonadamente!!!

Elïscha Dewes

Menina poesia

glosa

Se deixei lá no passado
Uma curiosa menina,
Olhos vivos, pequenina,
Cachinhos, laço amarrado…
Vestidinho com babado…
Que às estrelas falava…
Será que a mim esperava
Em seus sonhos de futuro?
Ah! não lembro… mas eu juro
Que a poesia lá estava…!

Elïscha Dewes

Igual ao outro lado!

Se me ponho a pensar num paraíso alado…
Que haverá? Existe ou é quimera?
Será tão lindo quanto a primavera
Ou se morreu, findou… está acabado?

Que bom seria se eu fosse levado
E anjos e amigos lá, à minha espera…
Numa festa linda, mesmo em outra esfera
-“Cumpriste a missão, está tudo acertado!”

Brindaria em néctar, o haver chegado,
Sugaria a essência de uma nova era!
Sentiria o sonho, ali, realizado.

Mas e for o contrário, estiver enganado,
Se só aqui, existo, crio a atmosfera
De amor e magia… igual ao outro lado!

Elischa Dewes

A magia da hora

glosa

Pássaros cantam lá fora
Dentro de nos nasce um mar…!
Me perco no teu olhar
E na magia do agora…
E quem quer saber da hora?
Do tempo e de seus compassos?
Sejam longos ou escassos
Canta o nosso coração!
E aquecido na canção
Me recolho em teus braços!

Elïscha Dewes

O que me seduz

Há quem prefira
Falar do espinho,
Da casca, da farpa,
Da mágoa e dor…
Já a mim seduz dançar,
Teu carinho,
E esse navegar
No meu mar de amor…

Elïscha Dewes

Suave toque

E tento ler esse meu livro fascinante
Recostada sob a árvore florida…
Olho e sorrio pois quem ‘stá de bem co’a vida
A aproveita em paz… a todo instante!

Retorno ao livro e a leitura estimulante
A bem mais de um momento interrompida,
E já percebo mais de uma frase perdida
E o que perturba é esse… sentir instigante!

É um perfume envolvente… uma saudade?
São leves toques como uma cumplicidade,
Como um carinho, aconchego e terno amor…

Me espreguiço, olho pro alto e então vejo
Caindo suave e me tocando qual um beijo
Rosadas pétalas… da cerejeira em Flor…!

Elïscha Dewes

A dança do tempo

De que estrela no passado te conheço
Que escorre o tempo e continuo te amando?
E em suave calma sigo só em ti pensando
E dia e noite, Sol e chuva… não te esqueço?

E os ponteiros dos relógios abanando,
Me perguntam de qual saudade padeço.
Lhes respondo que esta saudade é o preço
De libertar o amor no tempo, observando.

E ao sentir todo esse amor cruzar o espaço
Não apresso do encontro, o nosso passo
Pois que sentir-te já me basta, AMOR, e quando

Chegada a hora, vislumbrar teu vulto amado,
Terei certeza que nada foi adiado
E nossa dança, só o relógio irá marcando!

Elïscha Dewes

Loucos

Digo… Somos poetas
E de tanto fingir o amor
De Amor… enlouquecemos…

Dizes… Fomos Loucos e…
De tanto fingir ser poetas
De amor enlouquecemos!

Elïscha Dewes