Gladston Salles

Sócio Correspondente 1117
Rio de Janeiro – RJ – Brasil

Biografia:

Advogado e Perito Judicial, Membro da União Brasileira de Escritores, Filiado ao Sindicato dos Escritores do Estado do Rio de Janeiro.

Site: www.gladstonsalles.recantodasletras.com.br

Trabalhos:

Sonho Azul

Eu quero aquele momento único
O êxtase jamais experimentado
A volúpia desmedida
A plenitude do amor despojado
Eu quero invadir o teu corpo
Beijar a tua alma
Libertar aquele desejo sufocado

No meu sonho azul
Marcado pelo erotismo exuberante
Vejo você linda e nua
Pronta para ser possuída sem reservas…
Então o meu coração radiante
Vibra e celebra a vida.

Pé de vento

Nada me consome
Eu tenho o privilégio da escolha independente das circunstâncias
Vivo momentos mágicos
Nada me ilude
Consigo me livrar de grandes tentações
Evito momentos trágicos
Saboreio o manjar dos deuses
A minha vida é êxtase constante
Nada me magoa
Não conheço desamor
O perigo e a dor implacável não me atinge
E sou capaz de reverter qualquer situação no último instante.

Pode até parecer mentira
Mas às vezes me canso de tanta alegria…
Eu sou um “pé de vento”…

Velho marinheiro

Velho Marinheiro…
Até hoje não encontrou um porto seguro…
E com o olhar cansado e o coração ferido
Enfrenta os mares da vida
Numa aventura sem fim…

Velho Marinheiro…
Mestre dos mares abandonado
Seu destino é navegar
No oceano de desilusões

Velho Marinheiro…
Seus sonhos naufragaram
No maremoto da desesperança…
E seus olhos marejados de lágrimas
Refletem uma amargura infinda…

Velho Marinheiro…
Na escuridão da noite interminável…
Você navega sem rumo
Através da nau
Cujo nome é “Solidão”.

Tarde Morna

Água no bebedouro
E o beija-flor que não vem…
O vento traz o gemido do balanço enferrujado
Na varanda um gato gordo se espreguiça
A teia de aranha se agiganta
E o homem de olhar cansado
Cochila na rede de tecido velho
Nenhuma criança pra alegrar o ambiente
Correr atrás da bola murcha
Subir na árvore centenária
O jardim descuidado
É a prova do abandono
Nada de novo na casa antiga
Apenas uma tarde morna
Sonho no sumidouro

Minha musa

Cabelos longos
Enfeitado de fios de esperança
Olhar de gueixa
Que atende meus queixumes
Tão perto e tão distante
De acordo com os meus devaneios
Bem que eu te queria agora
Nesse instante
Deitada ao meu lado
Nessa cama forrada de seda azul
Rosto de princesa
Beleza pura
Corpo de sereia
Sem escamas
Que mergulha em mim
Como se eu fosse mar
Sorriso de criança
Repleto de ternura
Que ilumina meu caminho
Tão triste e quase sempre sombrio
Mãos de fada
Cheia de magia
Que acaricia minha alma
Mãos de dama
Cheia de malícia
Que toca na minha pele
E me arrepia
Lábios de mel
Sabores mil
Que me engole todo
Na volúpia do prazer
Voz de bem querer
Quero mais
Que me cativa
Atiça
Coloca lenha na fogueira
Seios fartos
Eriçados
Montes formosos
Que me desafiam
Para uma escalada
Tudo em você é bonito…
Sensualidade a toda prova
Mas uma pergunta intrusa
Não quer ficar sem resposta:
Minha musa…
Porque você demora?…