Júlia Chaves

Sócia Correspondente 1145
Petrópolis – RJ – Brasil

Biografia:

Estudante e poeta, casada, mãe da Laura.

Trabalhos

(Trans)correr até não ter mais (trans)ar.

No (trans)curso desses (trans)versos

não pretendo (trans)ferir nenhum orgulho com a minha (trans)forma

nem um pouquinho (trans)lúcida de (trans)passar pelos meus problemas.

Ter (trans)pirado não me faz uma (trans)figura sem (trans)ação.


Um palhaço bobo
Nariz vermelho, pele branca
Aparece num dia normal, pra quebrar a rotina
Uma piscadela e…
Lá vem palhaçada
Branca, preta, doce, amarga
E quando vai parar?
Não quero,
Não sei
Sou sapo?
Sou rei?
Não quero saber!
Tou viva,
Tou rindo.
Já vou, saindo
Mas, fico aqui
Hoje parece sempre
Sou sapo?
Sou rei?
Sou homem?
Sou frei?
Sou bicha?
Sou freira
Sofrera sempre, e…
…por ti
Irmã de bar
Sorriso alegre
Calças (calças)
Vem comigo preu calçar.

Quando

Quando a gente se encontra?
Noutra chuva? Noutro sol? Noutra vida?
Quem me dera, irmão, ser uma artista
Para então te abraçar eternamente
De te ver não se cansa minha vista,
Um riso seu, e tenho a alma dormente.
Quem me dera, namorado, ser caminho
Para assim te ver correr pelo meu corpo
Rindo riso de poeta e quase louco
A gritar de amor e desvario.

Quem me dera, meu amor, ser este Rio,
Minhas águas correndo pelo teu mar;
Quem me dera, pai, ficar tranqüila
E me ver no horizonte a descansar…
De tudo quero um pouco, nada demais:
Morar na casa branca de uma vila
Viver feliz na convivência entre iguais.
Quem me dera, meu amigo, ser gente,
Pra mergulhar e me afogar num beijo quente,
E, matando esse desejo, sentir paz.

Quem me dera, irmão, não ter vontade
De te ver, porque ao te ver me dói no peito
Uma dor de poeta, amante e louca:
A de querer morrer de amor, só desse jeito.