Lais Rios

Sócia Correspondente 651
Rio de Janeiro – RJ – Brasil

Biografia:

Carioca, aquariana(14/02), na terceira idade, Sou poetisa “oficialmente”desde os 9 anos de idade, quando tive uma poesia publicada no jornalzinho do Colégio Piedade, hoje Faculdade Gama Filho. Já participei de mais de 40 coletâneas de poesia: Rio, SP, Brasília, RS, Paraná,MG Sou poetisa, trovadora, haicaista, porém tenho marcante preferência pelos sonetos líricos. Recebi troféus e medalhas nessas 3 especificidades,além de inúmeros Diplomas Durante alguns anos tive meus trabalhos lidos por Collid Filho, na Rádio Tupi.
Participei de Concursos realizados pelo Dr. Juiz Liborni Siqueira (divulgados em Rádios).
Classifiquei-me em 3° lugar num e 2° lugar em outro. Editei 3 livros: SENTIMENTOS(poemas livres e sonetos), CONFESSIONÁRIO (sonetos) e DESTACANDO TROVADORES (glosas).

Trabalhos

Sentimentos

Meus sentimentos eu tento passar
para o papel, em forma de poesia.
Em palavras, pretendo extravasar
tudo o que atinge minha fantasia.

Faço concreto o que eu puder sonhar,
gravando, em versos, o que em sintonia
o coração ao pensamento atar,
porquanto é assim que o poeta cria.

Cedo-me por completo à criação,
deixo fluir a minha inspiração,
e os sentimentos meus ficam expostos.

Esses anseios dos quais eu me inundo,
são pedaços de mim que lanço ao mundo,
e em meu viver serão logo repostos…

Pensamento liberto

Hoje abrirei a porta
onde se confina meu pensamento…
Deixarei que vague
perdido ao sabor do vento,
buscando antigas memórias,
relembrando velhas histórias
que se perderam no tempo…

Hoje a razão não será polícia
a enquadrar os meus sonhos…
Lembrarei o amor antigo,
apaixonado, sôfrego e louco
onde o tempo era tão pouco
para dar vazão aos instintos…

Hoje viverei de saudade…
Desarquivarei as lembranças
e terei, outra vez, esperanças!…

Obsessão

Meu coração, cansado, não suporta
viver, de ti, assim sempre distante,
e a minha ansiedade não comporta
a presença da angústia irrelevante.

Não creio que a paixão esteja morta,
sinto falta de ver o teu semblante,
tua lembrança apenas me conforta,
dando forças para eu ir adiante.

Tua ausência, que por mim é tão sentida,
deixa-me inteiramente desvalida,
prisioneira eterna da emoção.

Meu pensamento te segue aonde vás,
desde um tempo deixado para trás
eu te acompanho com obsessão!

Folhas de outono

O outono chegou…Folhas queimadas, caídas,
amontoando pelas ruas, empilhadas…
Pobres folhas, já sem vida rolam jogadas
pelo vento. Arrancadas…Mortas… Destruídas…

Sem viço, ressequidas, logo abandonadas,
restos de Primavera, sobras esquecidas…
Não valem nada, só esperam ser varridas
pelos garis que as encontram lá nas calçadas.

Sou como as folhas de outono despencadas
que não enfeitam árvores primaveris
nem alegram as pessoas enamoradas…

Folha de Outono…Retorcida, sem matiz!…
Folha de Outono eu sou: daquelas ressequidas…
Primavera ao fim…Só restos, que ninguém quis!

Prece de um poeta

Deus, bendigo a luz que à poesia empresta
certo ar de festa, de um enorme encanto…
Bendigo a paz que encontro no que escrevo,
quando eu descrevo o que magoa tanto…

Dou graças à ilusão que empolga a mente,
e, de repente, vai ganhando forma;
a idéia simples se transforma em versos,
– sonhos dispersos – que a poesia enforma…

Sou grata à lira que me empresta as cordas,
e em suas bordas vibro, em harmonia…
O resultado surge em nobres rimas,
matérias primas…Compondo a poesia…

É sorte minha se encontrei um jeito
de, no meu peito, suportar a cruz:
com lápis e papel eu teço a trama,
e, no meu drama, vai surgindo a “luz”!

E, se minha alma estou sentindo morta,
já me conforta, pela Fé, saber
que, iluminando o meu caminho escuro,
serei mais puro quando renascer!

Meu barco

Mar afora fui vencendo a procela,
seguindo à risca meu destino forte,
rumei sem qualquer previsão ou norte,
e o mar bravio meu barco atropela…

A minha ânsia não deixa que eu reporte,
e cada vez mais o mar se encapela,
o vento da ilusão empurra a vela
que vai delineando a minha sorte.

Há muito tempo já perdi meu leme,
vou seguindo para onde o vento espreme,
tendo por meta ultrapassar meu marco.

Mas, minha derrota era obrigatória,
foi uma luta vã a minha história:
o vento da vida arrastou meu barco!