Robert Sheldon

Biografia:

Carlos Roberto da Cunha Motta Pseudônimo ( Robert Sheldon ), filho de Daudt Motta e Margarida da Cunha Motta. Nascido em 14-10-1941.
Natural do Rio de Janeiro, residente em Petrópolis – RJ, viúvo, pai de três filhas, Bacharel em Direito, estudante 4° período do curso de Letras, Literatura Portuguesa, Cursa Francês-Espanhol básico, Cursos militares em Tele-comunicações e Estatísticas, foi para Reserva, na patente de Tenente PM . Participou de várias pesquisas literárias comparativas, de autores em geral. Victor Hugo, Júlio Verne, Jorge Amado, Zélia Gatai, Monteiro Lobato, Raquel de Queiroz, Clarice Lispector, Gonçalves Dias, Fernando Pessoa. Livro de Cabeceira “A Bíblia Sagrada e “O livro dos Espíritos” Filósofos: Sócrates, Platão, Aristóteles e outros em suas essências.
Paixão: Escrever. Viver a vida em sua fé maior – Plenitude, Liberdade e Família. Participa de projetos de ajuda comunitária: Católico. Atualmente membro do Club Brasileiro Da Língua Portuguesa Bh Mg Br, participou da Antologia, “Poemas À Flor Da Pele” (lançada no XVI Congresso Brasileiro de Poesia na cidade de Bento Gonçalves (RS)). Escreve desde 1967, tendo como marco inicial, o primeiro poema: Solidão, escrito em Paraty. Atualmente posta seus trabalhos no Recanto das Letras, com 1.936 títulos publicados.

Trabalhos:

CHUVA DE PAIXÃO

Ora, deixe a chuva cair e molhar a terra seca
Alimentando as plantas que em breve
Vão florescer…

Deixe cair em tua vida, o amor puro e sincero que
te ofereço e venha alimentar o meu corpo,
Fazendo florir dentro de mim a razão maior de meu viver…

Deixe fluir de teu ser o amor mais puro e sincero que você
Já sentiu em tua vida, libertando o coração magoado cheio
de tristezas e entregue nas mãos do Destino as tuas dores,
agonias, desamores, viva somente o amor puro e verdadeiro…

Deixe a chuva cair e molhar a terra seca,
Alimentando de oxigênio as plantas que vão renascer…
deixe cair em tua vida o amor puro e sincero
para alimentar a tua razão de viver, florescendo o teu
coração com a chama ardente da minha paixão
e do meu eterno amor.

SOMENTE SENTIDOS

O silêncio da noite me acalma os sentidos!
A leveza sutil do pensamento leva-me a
todos os recantos do mundo,
ao universo de Deus e me conduz ate você!

Amo-te a cada momento irreal, onde as ondas
vibrantes de meu cérebro cansado me trazem a
tua imagem tão querida. E neste grande desejo
vem a realidade e o sonho se desfaz, ficando somente
em mim a sensação e a amargura de
te amar, a cada sonho que se vai!

Não existe a presença do sexo neste lindo momento!
Vejo-te apenas deslumbrante. Teus cabelos longos,
teus lábios lindos, teus olhos castanhos, teu corpo de menina,
teu sorriso de anjo. E, a nuvem de meu pensamento
vai formando, célula por célula, teu corpo de mulher!

Aí vem o grande desejo: tomar-te em meus braços, percorrer o
teu universo em todo o seu encanto e depois da despedida, fica
somente o meu pranto. E tu partes!
Sei que um dia hás de voltar!

Enquanto te espero, fica somente o meu pranto
e o incontido desejo de te reencontrar.
E numa noite calma, em minha alcova, sobre o branco
e perfumado lençol de linho, em volúpia total,
como se fosse este o último instante de nossas vidas.

Unir meu corpo ao teu corpo, minha boca à tua boca,
e num beijo magistral, te amar intensamente
como nunca ninguém te amou em tua vida.

Publicado em Poemas Á Flor da Pele, XVI Congresso Brasileiro de Poesia em Bento Gonçalves, RS – 06-10-2008

PROMESSAS

Promessas. Só promessas, nada mais.
Preconceitos, tristezas.
O teu caminho é o mesmo que sempre trilhei.

Teus dissabores são também meus dissabores!
Os teus sonhos foram talvez
Os mesmos sonhos meus…

A solidão e o tédio são, na maioria das noites,
Os fantasmas que habitam
Os nossos cruéis momentos!

Amor, paixão, devaneios, tudo em busca de
Uma simples quimera – o Amor..
Promessas, só promessa, nada mais…

O tempo, este implacável inimigo, passa levando a
juventude,
Dando lugar à velhice e o cansaço, deixando no
coração somente recordações de aventuras vividas.

Enfim chega o momento derradeiro,
Aí tudo se esvai…
Foram promessas, só promessas, nada mais.

Publicado em Poemas Á Flor da Pele, XVI Congresso Brasileiro de Poesia em Bento Gonçalves, RS – 06-10-2008.

DEVOÇÃO

Do amor fiz minha canção!
Da Fé a minha maior razão de viver!
Na Paz encontrei Você e te deixei meu coração!
E nesta motivação simplesmente parei de sofrer!…

A Canção foi feita com a dedicação do teu amor!…
Amor sublime cheio de emoção, cheio de paixão,
Com acordes musicais enviados por anjos…
Criaturas celestiais vindas para abençoar nossa união!…

A Fé esteio sólido, sustentador de vidas desoladas!Abandonadas, sem destino, sem rumo…
Perdidas à deriva no mar revolto dos desiludidos…
Sem amor, sem fé, sem vontade de viver!…

O amor perdido corrompido por beijos e
abraços sem calor…
Que me levou à descrença de tudo e de todos,
Conduzindo-me às portas da loucura…
Finalmente chega ao seu fim!

Você chegou como quem nada queria!
Entrou em minha vida, não pediu licença…
Abraçou meu corpo cansado,
me fez carinhos e me beijou sorrindo…
Nada me perguntou, simplesmente me consolou!…

Os seus olhos penetraram no fundo da minha alma perdida.
Pude sentir então o calor das tuas mãos…
Acariciando o meu rosto sofrido…
E tudo então aconteceu…

Encontrei a Paz que tanto buscava!
Eu já não era tão só, e você não era tão sozinha!
Te entreguei meu coração…Em troca recebí Devoção e teu imenso carinho.

Publicado em Poemas Á Flor da Pele, XVI Congresso Brasileiro de Poesia em Bento Gonçalves, RS – 06-10-2008.

LEVE ESTA ROSA

O meu viver é coisa triste de sentir!
Vivi sempre entregando-me a todos, sem
olhar profundamente às vidas ao meu redor,
só queria ajudar e entender estes pobres
viventes!
Triste de se falar, pobres corações.
Quantas amarguras sem amor. Quantos amores
eu tive e conquistei em minha vida solitária!
Mas sempre me deixaram! Nunca senti a dor de
mandar ninguém sair da minha vida…
simplesmente se foram!
Não que assim eu desejasse, eram dores
dos passados que viviam em seus corações.
Posso até entender!
Vidas mal traçadas, vidas desesperadas!
Vieram, e entre verdades e mentiras, todos
estes amores, aos quais dediquei
meus sentimentos, se perderam e partiram.
Será que sofri por isso? Claro que sim, sou
humano e tenho sentimentos bons!
Vieram outras, veio você…e, como todas as
demais, vai partir! Leve esta rosa que te dou,
é de coração, exprime a minha dor!
Triste talvez, por não ter você
conseguido ser feliz…

DIVERSIDADE

Impossível sentir mais esse evasivo amor!
Foram tantos os momentos dessa paixão.
Lentamente vem chegando a dor forte,
dilacerando o sentido de amar e o coração!
Em cada atitude eu senti a fria partida:
minh’alma sentida, se fez prisioneira das
inconsequentes mentiras até então!
Sinto o bater descompassado desse
coração, máscara da ilusão – amores
perdidos, ilusórios!
Parto em busca da liberdade
e de novamente viver em Paz!
Um novo amor na certa virá
preencher esta diversidade entre nós dois!

SEGREDOS NO AMAR

Ser livre é viver a paz de espírito,
é sonhar sem ter pesadelos!
É acordar percebendo a luz do sol
entrar pela janela, iluminando a vida.

Ser livre é amar, ter um coração puro
vibrando emoções celestiais.
Ser livre é guardar seus segredos no
relicário do coração apaixonado!

Ser livre é confessar à sua consciência
os seus pecados de amor,
a liberdade é o segredo de viver feliz!

Segundo segredo: Amar!
Amar conscientemente, com sofreguidão,
respeito, carinho, admiração e cumplicidade.

O TEMPO E O VENTO

Que passe o tempo…
que venha o vento, que venha o amor!
Que sejam livres todas as manhãs!
Que partam todos e me deixem sem calor!

Estarei um dia a caminho das estrelas,
bem além deste Universo…
Que passe o tempo, que venha o vento!
São meus companheiros nesta imensidão
sem fim!

Por aqui só estou em rápida passagem,
busco a paz, o amor e a devoção!
Que passe o tempo, que venha o vento!
Assim passo também, depois
retorno de volta, só preciso de amor.

Que passe o tempo, que passe o vento!

Publicado em Poemas Á Flor da Pele, XVI Congresso Brasileiro de Poesia em Bento Gonçalves, RS – 06-10-2008

TEMPO DE VIVER

É madrugada.
Lá fora o vento sibilante corta as folhas do arvoredo.
Na sala fria, ouço o compasso ritmado dos relógios,
no tic tac constante, marcando também o passar da minha vida.
O nascimento, a infância, a juventude e finalmente a velhice.
Tudo isso foi muito rápido,
O pensamento faz uma viagem ao passado.

Vou sinalizando cada episódio: os brinquedos, o primeiro livro,
as primeiras letras – foi o tempo da descoberta.

A infância – jogo de bola, pipas, as brincadeiras de mocinho e bandido.

A juventude – esta de grandes descobertas: o caminhar nas tardes quentes dos domingos à noite, o passeio ao redor da pracinha de mãos dadas com a namorada.

A maturidade – o casamento, filhas e vários amores.

Assim, o tempo impiedoso foi marcando o compasso da minha vida.
Quando dei por mim, todas as oportunidades ficaram perdidas,
o cansaço da vida chegou com a velhice.
Bons momentos vivi, e em maus momentos sofri.
Só resta agora aguardar, em orações, o retorno ao Grande Universo,
a viagem que o tempo reserva a todos sem distinção.

Petrópolis, 10-08-2005

CHAMA VITAL

Aqui, bem distante do planeta Terra,
Na imensidão do espaço sideral e místico
Onde do nada começou tudo – o Grande Universo de Nosso Pai!
Lancei meu olhar a você neste dia,
Do qual, participei há muitos anos luz
A chama vital de tua vida!

Você é um filho muito querido,
Embora não acredite que sejam assim
Os mistérios do Universo.
A tua vida é a minha vida!
Sou responsável por você, por teus caminhos, por teus desejos.
Por tudo que você pediu para passar.
Portanto: Paciência, Amor, Perdão e Prosperidade,
Todos estes conceitos fazem parte de tua alma abençoada!

A tua lição de hoje é muito pequena!
Creia na existência deste GRANDE UNIVERSO DE PAZ,
De amor e sobretudo de perdão, e teus dias
Se multiplicarão em paz!

DIMENSÕES

Em algum lugar do passado,
Deixei ficar o amor de minha vida…
As lembranças são muitas,
Tantas recordações carrego comigo,
De qual chama me alimento.
Recordo no canto do pássaro,
A melodia da tua voz, falando-me do mais puro amor,
De felicidade, de paixão.

Voltando a algum lugar do passado distante,
Vibro na melodia imortal, no desejo incontido de te ver…
A saudade aumenta!
O mesmo lugar de outrora, o mesmo piano negro de cujas teclas,
Saíram notas angelicais.
Onde estas agora musa inspiradora?
Em algum lugar do passado, vivi contigo um grande amor!

Habitas novas dimensões…
Impossível te seguir agora!
Só me resta aguardar o momento derradeiro e em
Frações de segundos, libertar o meu espírito dos
fortes laços que me prendem à matéria e seguir
Buscando-te em novos espaços, na mais pura energia,
No mais cálido amor e finalmente te reencontrar.

Publicado em Poemas Á Flor da Pele, XVI Congresso Brasileiro de Poesia em Bento Gonçalves, RS – 06-10-2008.

QUEM SOU

Sou como o vento forte
que tudo arrasta quando passa,
levando como castigo as esperanças daqueles
que não conhecem o verdadeiro sentido do amor!

Mas sou também como a brisa suave e quente,
do calmo verão, brisa que passa ligeira acariciando
teu rosto de mulher tristonha, deixando como troféu,
o amor verdadeiro!

Sou como a noite de luar,
cujos ráios iluminam o caminho
por onde os amantes solitários irão passar,
buscando um lugar tranquilo para amar!

Sou aquele que ficou no passado.
sem nenhuma esperança e cujo
único pecado foi ter guardado no coração,
numa linda noite de luar,
o segredo de te amar!

Petrópolis, 28-10-2006

QUANDO A NOITE CHEGAR…

junto virá toda a lembrança
do que fomos um dia!
Simplesmente amigos – nada mais!
Verdades, sinceridades.

Vem clareando o dia, juntando
todos os caquinhos no caminho
percorrido, deixamos lembranças!
Ah! Quando a saudade chegar
já não estarei mais por aqui!

Levitarei meu corpo cansado nos
caminhos das estrelas, e aí, com
certeza não estarás!
Existirão apenas sombras.
Seguirei com a cabeça erguida,
na certeza que sou assim:
feliz.

O BEIJA-FLOR

No oitavo andar onde moro,
tenho um lindo jardim, flores,
samambaias choronas e rendadas
matizes de cores! Próximo dali numa
pequena floresta, seus habitantes
diversos fazem a alegria em suas
agitações! Eu tenho um amiguinho
favorito, saliente cheio de vida e
me traz muita alegria, faz seus
sobrevoos ligeiros até no interior da
sala e da cozinha! Um lindo beija-flor
preto e branco. Dei-lhe o nome de
Chiquito. Atende ao meu chamado
através de um apito especial, som
estridente. Quando deixo de colocar
a vasilha com água e açúcar, lá vem
o safado sobrevoando dentro de casa,
cobrando o seu alimento gostoso.
Pousa no varal e fica esperando.
É a sublime amizade sincera entre
o homem e a natureza em vida a
interagir a beleza da amizade.
Amor e Paz!